Ao longo do último século, o Concelho de Mação, sofreu alterações profundas no que diz respeito à ocupação do território, tendo a floresta invadido todo o território, de forma desordenada, regenerando após cada ciclo de incêndios, sem ser acompanhada de qualquer acção de gestão. Ainda assim, assume um papel de extrema importância, sendo potencialmente a maior fonte de criação de riqueza, motor de desenvolvimento económico e pilar de sustentabilidade do território.
Existem, no entanto, diversos factores que a condicionam fortemente e inviabilizam a sua sustentabilidade. O Concelho insere-se numa zona de minifúndio, onde existe um distanciamento entre os donos da terra e a terra (comum na maioria das situações), uma mentalidade individualista, um envelhecimento da população e uma recorrência de incêndios florestais nas últimas décadas.
A excessiva ocupação florestal , a elevada combustibilidade das essências florestais presentes – pinheiro bravo e eucalipto, associada a uma ausência de condução dos povoamentos e à dificuldade de implantar infra-estruturas de combate e contenção de incêndios nesta região de minifúndio, condições estas aliadas a zonas muito declivosas, tornaram o Concelho de Mação num alvo fácil para a progressão dos incêndios florestais.
Torna-se clara a necessidade de inverter o rumo de intervenção na nossa floresta de uma MUDANÇA efectiva na gestão das áreas florestais, que substitua o actual cenário de abandono, por práticas baseadas num planeamento e um ordenamento florestal eficazes, que consiga conviver com as características mediterrânicas do clima do concelho.