A Zona de Demonstração é, actualmente, ocupada por um coberto vegetal com elevada combustibilidade, dominado pelo Pinheiro bravo, que alterna com zonas de matos. A excessiva ocupação florestal, que se dispõe de uma forma contínua, é o resultado da regeneração posterior ao incêndio de 2003, na qual não houve qualquer condução dos povoamentos existentes. Estas características traduzem, em grande parte, a realidade dos prédios rústicos do Concelho de Mação, na sua maioria, vetados ao abandono, e em que a ausência de gestão os torna facilmente vulneráveis aos incêndios florestais que, frequentemente, assolam o Concelho. Torna-se, por isso, necessário reduzir a densidade excessiva de árvores, promovendo, o crescimento e desenvolvimento das restantes e, simultaneamente, a descontinuidade do combustível.
Estes 50 prédios rústicos que ilustram, em grande parte, a estrutura minifundiária e fragmentada da propriedade florestal do Concelho, foram encarados como uma única propriedade e as intervenções planeadas como se de uma unidade de gestão florestal se tratasse. Só assim foi possível reduzir os custos das intervenções e viabilizar, economicamente, o processo. Esta acção de sensibilização pretende exemplificar o tipo de operações florestais e os ganhos que delas poderão advir através da implementação de ZIF (Zonas de Intervenção Florestal), regulamentadas pelo Decreto Lei 127/2005 de 5 de Agosto, e que se espera virem a constituir o principal instrumento de apoio à floresta.
A área de demonstração, pertence a cerca de 40 proprietários do Concelho de Mação que, partilhando a preocupação manifestada pela Autarquia e pelas Associações locais de Proprietários Florestais, decidiram aderir a esta iniciativa, cedendo os seus terrenos para que neles se possa demonstrar como se pode e deve intervir, numa das maiores riquezas do Concelho de Mação – A FLORESTA.
Objectivo estratégico:
Sensibilizar os proprietários para a sustentabilidade dos espaços florestais, com função de produção, através de acções que visem o ordenamento e a gestão florestal.
Objectivos operacionais:
– Implementar programas de redução de combustíveis, promovendo a descontinuidade das zonas florestais e, consequentemente, reduzir o risco de incêndio
– Reduzir a densidade excessiva de árvores, promovendo o crescimento e o bom desenvolvimento das restantes que constituirão as árvores de futuro
– Reflorestar áreas em que a cobertura vegetal é ausente
Acções:
– Criar e manter redes de faixas de gestão de combustível, intervindo prioritariamente nas zonas com maior vulnerabilidade aos incêndios
– Implementar infra-estruturas da rede viária e divisional que facilitem as operações de exploração florestal e, simultaneamente, permitam uma melhor defesa dos povoamentos contra os incêndios
– Promover a implementação de mosaicos de parcelas de gestão de combustível
- Reduzir a densidade de árvores onde a cobertura florestal é excessiva, promovendo o crescimento e o desenvolvimento do povoamento jovem, ao eliminar a concorrência pela luz, espaço e nutrientes
– Promover acções de reflorestação, garantindo a cobertura de zonas onde esta é inexistente.