PATRIMÓNIO
O Concelho de Mação é bastante rico em vestígios arqueológicos que se encontram espalhados um pouco por toda a região.
Achados do Paleolítico foram encontrados sobretudo junto à Ribeira das Boas Eiras, mas recentemente foram descobertas algumas gravuras rupestres junto à Ribeira da Ocreza, entre elas a representação de um equídeo (cavalo), o primeiro achado de arte paleolítica ao ar livre no sul de Portugal, que segundo os especialistas terá mais de 20.000 anos.
Das inúmeras antas existentes no Concelho, apenas uma se encontra de pé, a Anta da Foz do Rio Frio, na freguesia da Ortiga. Dois castros no Concelho merecem uma visita: O Castelo Velho do Caratão, da Idade do Bronze, situado numa serra entre as ribeiras de Eiras, do Aziral e do Caratão, próximo da aldeia que lhe dá o nome, e o Castro de São Miguel, da Idade do Ferro, situado na Serra de S. Miguel na Amêndoa, ambos monumentos classificados.
Do período romano podem ser visitadas as várias pontes que se espalham um pouco por todo o Concelho, entre elas a Ponte da Ladeira (Envendos), a maior, com seis arcos de volta perfeita e proporções diferentes, a Ponte da Isna, apenas com três arcos, e a Estação Arqueológica Romana do Vale do Junco (Ortiga), monumentos classificados.
PAISAGEM
Entre as serras mais importantes no Concelho distinguem-se o Bando dos Santos e o Bando de Codes, no cento do Concelho, de onde se desfruta de uma bela e grandiosa paisagem; a norte podemos encontrar a Serra de St.º António, a Serra da Amêndoa, Serra da Galega e Serra das Águas Quentes; e no sul do Concelho existem as Serras da Alfeijoeira, a Serra do Casal e a Serra do Moledo. A rede hidrográfica da região é extremamente vasta e além do Rio Tejo distribuem-se por todo o Concelho dezenas de nascentes e ribeiras, entre elas, a Ribeira de Eiras, a Ribeira do Coadouro ou das Boas Eiras, a Ribeira da Pracana, a Ribeira da Ocreza e a Ribeira do Bostelim.
FLORA E FAUNA
O Concelho de Mação está inserido numa zona essencialmente de pinhal, onde se podem encontrar densos bosques de pinheiro bravo, mas onde o eucalipto, o sobreiro, a azinheira, a oliveira e o castanheiro também têm uma presença significativa. Árvores de fruto como a figueira, a laranjeira, a tangerineira, o limoeiro, o pessegueiro, a pereira e a macieira dominam as hortas e quintais das gentes do campo que até há bem pouco tempo viviam substancialmente da agricultura. Os cabeços e conheiras estão densamente povoados por arbustos e plantas silvestres, como o tojo, a urze, a carqueja, o zimbro, o medronheiro, a esteva e a giesta e ervas aromáticas como o tomilho, o rosmaninho, o poejo, o orégão e a erva cidreira encontram-se um pouco por todo o lado. As aves que encontram em Mação, o seu habitat ideal, são a águia, o milhafre, a perdiz, o corvo, o tentilhão, o rouxinol, o melro e a cotovia. Nas serras mais isoladas pode encontrar a raposa, o texugo e o tourão, a lebre e o coelho. A abelha não foi esquecida e é de tal modo importante por ser uma das bases económicas do Concelho que até figura no Brasão Municipal.